CPV074 - Diogo Mulero PALMEIRA

A prosa de hoje é com Danilo Darós, um é radialista e locutor, graduado em publicidade e propaganda e pós-graduado em comunicação e mídia, e com Walter de Sousa, um pesquisador e escritor, autor dos livro Moda Inviolada – Uma História da Música Caipira e Mixórdia no Picadeiro – Circo-Teatro em São Paulo de 1930 a 1970. Os dois convidados resolveram unir forças para contar, em um livro, a história de Diogo Mulero, mais conhecido como Palmeira, que foi um grande compositor, cantor e produtor musical. Vai Assuntando...


Palmeira


Palmeira foi diretor artístico das gravadoras Chantecler e Continental. Da primeira foi um dos seus fundadores, pois recebeu carta branca da RCA Victor para atuar na procura de artistas populares após o grande sucesso de Boneca cobiçada. Nas duas gravadoras lançou nomes importantes, entre eles Teixeirinha, Waldick Soriano, Lindomar Castilho, das sambistas Leila Silva e Edith Veiga, além de futuros nomes da música sertaneja, entre eles Rolando Boldrin e Sérgio Reis (do qual escolheu o nome artístico). Também contribuiu para a música jovem que nascia nos anos 1960 ao lançar Os Incríveis e Os Vips.


A música caipira/sertaneja é um dos gêneros fundadores da música brasileira, juntamente com o samba, o maxixe, o choro e o frevo, entre outros. Gravada a partir de 1929, ela acabou se tornando um importante gênero que mereceu investimento das principais gravadoras do século XX. No processo em que se tornou música comercial para atender ao gosto do público, um importante personagem se destaca no cenário fonográfico: Diogo Mulero, o Palmeira. Atuando como cantor em dupla com Piraci (Miguel Lopes Rodrigues), Luizinho (Luiz Raimundo) e Biá (Sebastião Alves da Cunha), marcou o cenário da música caipira entre 1941 e n 1961, com vários sucessos que ficaram na memória popular: Carro de boi (Capitão Furtado e Orlando Puzone), Cavalo preto (Anacleto Rosas Jr.), Três boiadeiros (Anacleto Rosas Jr.), Couro de boi (Teddy Vieira) Disco voador (Palmeira), Nova flor (Os homens não devem chorar) (Palmeira e Mário Zan) e o bolero sertanejo Boneca cobiçada (Biá e Bolinha).

Palmeira (Diogo Mulero), Chacrinha (José Abelardo Barbosa), Wilson Miranda, Paulinho e Elcio Alves
 

Walter de Sousa

É pesquisador e escritor, autor do livro Moda Inviolada - Uma história da Música Caipira, lançado em 2006. Também investigou o universo circense, em que as duplas caipiras/sertanejas atuaram a partir da década de 1940, cantando e atuando em peças de circo-teatro. O resultado dessa pesquisa está no livro Mixórdia no picadeiro - Circo-teatro em São Paulo (1930-1970), publicado em 2011. É também autor de livros infantis: Nina tem medo de palhaço (2019) e Terra de cigarra cigarra da Terra (2021, publicado com financiamento pelo Catarse).

 

Danilo Darós

É radialista e locutor. Atua como radialista desde 2007 e pesquisador da música caipira desde a adolescência. Possui graduação em Publicidade e Propaganda, pós-graduação em Comunicação e Mídia, cursos de extensão em História do Brasil, formação técnica em locução e sonoplastia.

 

Catarse - Financiamento Coletivo para o Livro

 

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